Leonardo Silva Horta

Cria em mim, ó Deus, um coração puro, e renova em mim um espírito reto. Salmos 51:10

1/1/11

Novo site do Leo ! !! !!!

Leonardo Silva Horta

Prezados leitores;

O novo blog do Leo está hospedado no endereço:   http://amigomineiro.blogspot.com

Deus abençoe cada um de vocês!

Um abraço!

Leo

22/12/10

Reclamação em excesso

Fazei todas as coisas sem murmurações nem contendas. Filipenses 2:14

É uma enorme surpresa a quantidade e freqüência com que as pessoas reclamam. Quando chega o verão, muitas pessoas acham ruim com o calor. Quando chega o inverno, as murmurações são contra o frio. Tempo seco é motivo de queixa, e chuvas também provocam caras feias. O excesso de carros no trânsito é motivo de falatórios sem fim. Entretanto, o reduzido número de carro em determinados períodos também é alvo de queixas devido a insegurança, como nas madrugadas. Hospitais, escolas, operadoras de telefonia, serviços públicos, filas, demora em qualquer atendimento: as murmurações ocorrem devido aos mais diferentes motivos.

Obviamente há situações que merecem sim o protesto veemente do cidadão. Exemplos disto são os serviços prestados pelas operadoras de telefonia móvel e televisão por assinatura, geralmente muito abaixo das expectativas dos consumidores. Estas empresas, em geral, têm atendimento ao cliente de péssima qualidade e cobram no Brasil preços proporcionalmente mais caros na comparação com outros países. Porém, mesmo em situações como estas, a murmuração pode ser evitada. O cliente pode reivindicar seus direitos através do envio de correio eletrônico às companhias e, em último caso, procurar os órgãos de defesa do consumidor. Estas atitudes, com certeza absoluta, geram efeitos concretos muito melhores do que reclamações durante conversas nos elevadores e corredores dos edifícios.

O trânsito ruim é outro motivo de queixas constantes por parte dos brasileiros, em especial daqueles que vivem nas grandes cidades. Engarrafamento é um mal e ninguém tem dúvidas disto. Contudo, as reclamações por si só não resolvem absolutamente nada e contribuem para o aumento do estresse. Engarrafamentos, por piores que sejam, são na verdade sinal de desenvolvimento econômico de um país ou região, principalmente se levarmos em consideração o número de habitantes com poder aquisitivo para adquirir um automóvel. Sem contar o número de empregos diretos e indiretos gerados pela cadeia produtiva do setor automotivo.

Além destas questões práticas que incentivam a todos a parar de reclamar sem necessidade, existem razões mais importantes do que estes para cada pessoa refletir antes de reclamar. Estes motivos estão na Bíblia, a bússola para a vida dos verdadeiros cristãos. Considerando que as Escrituras Sagradas são palavras de Deus ao homem, todo aquele que crê deve observar com atenção as orientações contidas neste livro.

Analisados por certo aspecto, os livros do Antigo Testamento são relatos históricos. Os fatos que ocorrem uma vez, não necessariamente serão repetidos. Na maior parte das vezes os acontecimentos não são repetidos. Entretanto, é possível tirar lições de vida das histórias descritas no Antigo Testamento. A partir deste princípio, observa-se que a reclamação não é novidade nem exclusividade das sociedades contemporâneas. Quando Moisés liderava o povo judeu, mais de mil anos antes de Cristo, a ação de reclamar já era adotada por muitas pessoas. Na Bíblia está escrito: “toda a congregação dos filhos de Israel murmurou contra Moisés e Arão no deserto” (Êxodo 16:2).

Muitas das queixas constantes impulsionam pessoas a pecar, o que causou prejuízos a elas próprias. O Criador fala de maneira objetiva ao ser humano: “fazei todas as coisas sem murmurações nem contendas” (Filipenses 2:14). De acordo com o Pai Celeste, devemos viver “sendo hospitaleiros uns para com os outros, sem murmurações” (1 Pedro 4:9). A forma mais utilizada pelas pessoas para reclamar é através da palavra. Existem ainda reclamações feitas através de gestos ou atitudes, mas a maior parte da murmuração ocorre através da fala. Sobre isto o Criador é também bastante claro. “Se alguém falar, fale segundo as palavras de Deus; se alguém administrar, administre segundo o poder que Deus dá; para que em tudo Deus seja glorificado por Jesus Cristo, a quem pertence a glória e poder para todo o sempre. Amém” (1 Pedro 4:11).

Portanto, ao ler as Escrituras Sagradas, é possível concluir que reclamar sem parar não é uma opção possível para os cristãos. Por mais que existam razões concretas para existência de reclamações, Jesus Cristo afirma: “quem não toma a sua cruz e vem após mim não é digno de mim” (Mateus 10:38). Ou seja, ainda que as murmurações tenham causa definida, os cristãos verdadeiros precisam deixar de lado as vontades próprias para cumprir os desejos do Senhor. Aqueles que crêem e pretendem seguir uma vida de acordo com os ensinamentos bíblicos, precisam pensar bastante antes de fazer qualquer murmuração.

criado por leohorta    18:53 — Arquivado em: Reflexões & Pensamentos — Tags:, ,

13/8/10

Oswaldo Deodoro da Silva

Oswaldo Deodoro da Silva (1916-2010): exemplo para todos nós, deixa o legado de ensinamentos e lições de vida.

Saudades!

Oswaldo Deodoro da Silva 

9/7/10

Quais músicas você escuta? - III

Louvai ao Senhor. Louvai ao Senhor, porque ele é bom, porque a sua misericórdia dura para sempre. - Salmos 106:1

Nem todas as canções popularmente conhecidas como músicas cristãs podem assim serem chamadas, pois pouco ou nada tem a ver com a vida e obra de Jesus Cristo. Entretanto, algumas belas composições se enquadram perfeitamente dentro das informações contidas nas Escrituras Sagradas.

Um exemplo de bela música cristã é “Daniel”, da banda Resgate. A letra é uma referência ao livro de mesmo nome, no Antigo Testamento. O personagem bíblico central da história não aceitou as imposições da sociedade onde vivia, e preferiu fazer o que era certo aos olhos de Deus.

O livro de Daniel foi escrito aproximadamente entre 530 e 630 anos antes de Cristo. Apesar de este texto ser tão antigo, o enredo e as lições da história contida nesta passagem das Escrituras Sagradas continuam atuais. Hoje, em pleno século XXI, várias pessoas sucumbem às determinações sociais em detrimento da vontade do Criador.

Daniel

Banda Resgate – Composição: Zé Bruno – 1993

Os manjares do rei
O contágio fatal
Aparência do bem
Na essência o mal

Os palácios do rei
A eterna prisão
Os tesouros da vida
Em ruínas no chão

Quem vai negar?
Quem vai negar?

Se prostrar todo dia
E provar ser fiel
Ser lançado na cova
Sair ileso como Daniel

 

Vídeo:   http://www.youtube.com/watch?v=zIOy37YioUs&feature=player_embedded#!

criado por leohorta    20:05 — Arquivado em: Música — Tags:, , ,

24/6/10

O dom da misericórdia

Bem-aventurados os misericordiosos, porque eles alcançarão misericórdia. - Mateus 5:7

Atualmente alguns dons espirituais são motivos de muitos debates e reflexões no meio cristão. Os dons de falar em línguas estranhas e de profetizar, por exemplo, estão sempre entre os assuntos de maior atenção entre evangélicos das mais diferentes dominações. As opiniões são diversas e mais antagônicas possíveis. Inúmeras pregações foram feitas sobre estes dons mais famosos, textos acadêmicos e estudos bíblicos já foram publicados. Seminários teológicos, fóruns e palestras também abordaram os aspectos mais conhecidos deste assunto.

Entretanto, um dom muito importante e pouco conhecido e exercido é o dom de misericórdia (Romanos 12:1–8). Poucas vezes pregadores abordam este tema, há rara bibliografia sobre o assunto e poucos cristãos conversam sobre isso. Apesar de não ser algo recorrente entre os seres humanos, a misericórdia é algo importante para o Criador. Fato que comprova o valor da misericórdia para Deus é a freqüência que é citada na Bíblia.

De acordo com os dicionários da língua portuguesa, misericórdia significa compaixão, graça e perdão. O significado desta palavra foi algo praticado com intensidade por Jesus Cristo. Um exemplo foi o que o próprio Senhor falou, ao ser crucificado, em relação àqueles que os perseguiam: “Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem” (Lucas 23:34a). Ele fez deu inúmeros ensinamentos sobre misericórdia, como na ocasião em que afirmou: “quem tiver duas túnicas, reparta com quem não tem, e quem tiver comida, faça o mesmo” (Lucas 3:11).

Outro exemplo clássico das Escrituras Sagradas sobre o exercício da misericórdia é a história popularmente conhecida como do “bom samaritano” (Lucas 10:25 a 37). Neste episódio bíblico, um intérprete da Lei perguntou a Jesus Cristo o que fazer para herdar a vida eterna (Lucas 10:25). O messias respondeu ao indagador com outra questão, sobre qual a opinião do próprio hermeneuta sobre como conseguir a vida eterna (Lucas 10:26).

O estudioso respondeu ao Cristo que para herdar a vida eterna é preciso amar a Deus acima de tudo, e ao próximo como a si mesmo (Lucas 10:27). Em seguida perguntou a Jesus quem seria seu próximo (Lucas 10:29). O Senhor então conta a história de um homem que foi assaltado e ferido por ladrões. Dois homens, um sacerdote e outro letiva, passaram indiferentes pelo moribundo. Entretanto, apesar da indiferença deles, uma terceira pessoa apareceu e socorreu a vítima (Lucas 10:30–37).

O messias chama de bem aventurados quem exerce misericórdia (Mateus 5:7). O apóstolo Paulo, na carta aos Romanos, incentiva as pessoas a exercerem a misericórdia chorando com quem chora (Romanos 12:15b). O mesmo autor diz que Deus tem misericórdia dos homens por amar as pessoas – mas Deus, que é riquíssimo em misericórdia, pelo seu muito amor com que nos amou (Efésios 2:4). Além das referências bíblicas citadas, em outros textos das Escrituras Sagradas há explanações sobre o assunto.

Com tamanha importância para o Criador, a misericórdia é algo necessário e que deve ser exercido. Ainda que ser misericordioso seja algo difícil ou penoso para alguns indivíduos, é algo necessário para qualquer ser humano que queira ser verdadeiramente cristão. Aqueles que não conseguem exercer misericórdia precisam nascer novamente – evangelho de João, capítulo 3.

criado por leohorta    20:30 — Arquivado em: Reflexões & Pensamentos — Tags:, ,

10/5/10

A justiça de Deus

“Maldito aquele que fizer a obra do Senhor fraudulentamente” (Jeremias 48:10a.)

Ao ler o livro de Jeremias, no Antigo Testamento, observa-se claramente os juízos de Deus. Os julgamentos do Criador são bastante severos nestes textos das Escrituras Sagradas. Naquele tempo, muitas pessoas pagaram com a própria vida a conseqüência dos pecados praticados

“Até a cegonha no céu conhece os seus tempos determinados; e a rola, e a grou e a andorinha observam o tempo da sua arribação, mas o meu povo não conhece o juízo do Senhor.” (Jeremias 8:7). Este versículo resume o desconhecimento do povo de Deus sobre a justiça do Criador. O Pai Celeste é justo ao definir as ações corretas do homem, mas a mesma retidão de Deus é também aplicada nas ações erradas do ser humano.

Jeremias exerceu seu chamado profético entre os anos 627 e 580 antes de Cristo, de acordo com a Bíblia de Estudo das Profecias da Editora Atos – ou seja, há mais de 2.500 anos. Interessante observar a validade eterna das palavras do Criador. Em pleno século XXI, na era da rede mundial de computadores, a maior parte do “povo não conhece o juízo do Senhor”, conforme descreveu Deus a 25 séculos atrás.

Este livro da Bíblia relata o exílio do povo judeu à Babilônia. Naquele período, o Criador permitiu o domínio de um reino estrangeiro sobre a nação judaica devido ao pecado dos hebreus. Esta passagem das Escrituras Sagradas é, basicamente, um relato histórico. A história é a descrição de algo já acontecido, e, portanto, impossível de repetir-se igualmente.

Entretanto, embora estas palavras sejam explicitamente históricas, pode-se tirar inúmeras lições das mesmas para os dias atuais, especialmente sobre os juízos de Deus. O Criador, através de Jesus Cristo, afirmou: “o céu e a terra passarão, mas as minhas palavras não hão de passar.” (Mateus 24:35). O próprio Messias repetiu a afirmação: “passará o céu e a terra, mas as minhas palavras não passarão” (Marcos 13:31).

É óbvio que “misericordioso e piedoso é o Senhor; longânimo e grande em benignidade.” (Salmos 103:8). Mas, além de perdoar, Ele também faz justiça com as ações erradas dos seres humanos. A integridade e retidão de Jesus Cristo, enquanto homem, deve ser o maior e melhor exemplo a ser seguido por aqueles desejosos de alcançar a plena misericórdia divina.

Publicado originariamente no Portal Gosto de Ler (Rio Grande do Norte), em abril de 2007.

criado por leohorta    15:52 — Arquivado em: Reflexões & Pensamentos — Tags:, ,

13/4/10

Filmes Cristãos – V

Bendirei o Senhor em todo o tempo, o seu louvor estará sempre nos meus lábios. - Salmos 34:1

Dentre os milhares de filmes existentes atualmente em DVD, existem alguns títulos cristãos que merecem ser assistidos. Um deles é “Escapando do Inferno”. O enredo é uma ficção, e por isso nem tudo é relacionado diretamente à Bíblia. Aliás, parte da história é alheia às Escrituras Sagradas. Porém, mesmo assim, as lições que podem ser tiradas da história são interessantes e importantes para todas as pessoas.

O personagem principal é um médico com boa reputação profissional, que faz esforço máximo para livrar da morte todos os pacientes e fica abalado quando não consegue atingir este objetivo. Entretanto, ele não tem fé em Deus e vive bem distante de qualquer convicção cristã. No hospital onde trabalha, o personagem conhece uma colega de profissão que pesquisa sobre pessoas que estiveram próximas da morte e sobreviveram.

A médica grava em vídeo os testemunhos destes pacientes. A personagem não percebe, mas o estudo demonstra que os cristãos não temeram a morte e anteviram ir para um local sem dor nem tristeza. Já os não cristãos que ficaram próximos da morte e conseguiram sobreviver, relataram medo, pavor e outros sentimentos negativos relacionados à questão. No enredo do filme a profissional da saúde está em busca de aliviar o medo e sofrimento relacionados à morte. Ela sonha em provar ao mundo que todos vão para o céu, mas não consegue explicar o pavor de alguns de seus entrevistados durante a pesquisa.

Em um momento de desespero, o médico personagem principal do filme encontra a morte e descobre uma realidade bem diferente do que imaginava: o inferno. O homem vê um lugar descrito pela Bíblia que até então ele não acreditava existir. No enredo fictício do filme o personagem consegue escapar do inferno e ser salvo. E você que lê este texto agora, já pensou sobre este assunto? Assista ao filme e reflita!

Dados técnicos
Título no Brasil:
Escapando do Inferno
Título Original: Escape from Hell
Ano: 2007
País de Origem: Estados Unidos
Classificação: 12 anos
Duração: 83 minutos
Distribuidor: Comev
Elenco: Emilie Jo Tisdale, Dan Kruse.

criado por leohorta    19:26 — Arquivado em: Filmes / Vídeos — Tags:

23/3/10

Filmes cristãos - IV

Bendirei o Senhor em todo o tempo, o seu louvor estará sempre nos meus lábios. - Salmos 34:1

Hoje existem uma infinidade de filmes cristãos no mercado de DVDs, desde os mais interessantes até os mais desinteressantes. Um bom filme, que vale a pena ser assistido, chama-se “O fazendeiro e Deus”. A história é baseada em fatos reais. O longa-metragem mostra a vida de fazendeiros descendentes de europeus que viviam na África do Sul ao longo da segunda metade do século XX. Ao passar dos anos, os proprietários de terra cristãos tornam-se fazendeiros e ao mesmo tempo missionários cristãos naquele país. Em meio a inúmeros problemas, entre eles o da seca que afligia as plantações, muitos nativos conhecem o amor de Cristo através do testemunho de vida dos cristãos.

O enredo gira em torno da história de vida do personagem principal, Angus Buchan. Descendente de escoceses e nascido na África, ele nasceu em família cristã mas passou a juventude longe de Deus. Insatisfeito com o vazio interior, ele viaja por diferentes países africanos, quase sempre entrando em conflitos com as populações locais. Por fim, ao passar por enormes dificuldades financeiras na África do Sul, Angus Buchan encontra um rumo para a própria vida ao conhecer as verdades da Bíblia.

Dados técnicos:
Título no Brasil: 
O Fazendeiro e Deus
Título Original:  Faith Like Potatoes
Ano: 2006
País de Origem:
África do Sul
Gênero:
Drama
Classificação:
16 anos
Duração:
116 minutos
Distribuidor:
Sony Pictures
Direção: 
Regardt van den Bergh
Elenco: Frank Rautenback, Jeanne Wilhelm, Candice D’Arcy, Sean Cameron Michael, Hamilton Dlamini, Matthew Dylan Roberts, Casper Bandenhorst, Jessica Odendaal.
Trilha Sonora: Maxwell Vidima, Hilton Greig, Penguin Beach Orchestra.

criado por leohorta    19:01 — Arquivado em: Filmes / Vídeos — Tags:

16/3/10

Fatos repetitivos

O que foi, isso é o que há de ser; e o que se fez, isso se fará; de modo que nada há de novo debaixo do sol. - Eclesiastes 1:9

Muitos fatos repetem-se desde as origens do mundo. Recentemente escrevi um pequeno texto a respeito dos constantes terremotos que assolam repetidamente o mundo. O crime é outro destes acontecimentos repetitivos. No quarto capítulo do livro de Gênesis há o relato do primeiro assassinato da história. O personagem bíblico Caim matou o próprio irmão, Abel. Até hoje, em pleno século XXI, os assassinatos continuam a ocorrer freqüentemente. Em 8 de julho de 2001 uma mulher morreu em conseqüência de um tiro na cabeça em Belo Horizonte, Minas Gerais. Em 2002, no dia 26 de abril, um jovem de 19 anos entrou na escola onde estudava, no leste da Alemanha, e matou 18 pessoas. No primeiro semestre de 2003 um pai matou o próprio filho, viciado em cocaína, em São Paulo.

Em 8 de janeiro de 2004 outro pai matou o próprio filho, também viciado em drogas. Neste caso o homicídio ocorreu na região metropolitana de Porto Alegre, no Rio Grade do Sul. Em 2005, no dia 31 de março, uma chacina resultou em 29 mortes na cidade de Nova Iguaçu, no Rio de Janeiro. Em 12 de janeiro de 2006 o Globo Online publicou reportagem com a manchete “Cinco policiais morrem e duas bases da PM são atacadas em menos de 48 horas”. No ano seguinte, em 28 de outubro, quatro homens foram encontrados mortos a tiro no município de Niterói, no Rio de Janeiro. Em 2008, em Tóquio, no Japão, um homem matou sete pessoas a facadas no dia 8 de junho. No ano de 2009 um homem foi apedrejado e morto em uma via pública no município de Juatuba, Minas Gerais.

Em 5 de janeiro de 2010, outro homem foi assassinado em São Paulo. Desta vez o motivo do assassinato foi a tentativa de assalto à irmã da vítima, que tentou impedir o crime e perdeu a vida. Dez dias depois, em Ibitiré, interior de Minas Gerais, um jovem de 23 anos faleceu ao ser atingido por um tiro. No intervalo entre estes dois crimes, outro fato chocou a comunidade do interior de Minas Gerais. No pequeno município de Sericita, na Zona da Mata, uma senhora de 78 anos foi morta com pancadas na cabeça e a irmã dela, de 80 anos, ficou gravemente ferida por pancadas em todo corpo. Todas estas notícias foram registradas por veículos de comunicação de grande circulação no Brasil, como a revista semanal Época ou em jornais como a Folha de S. Paulo e Estado de Minas, de Belo Horizonte (MG).

Os crimes, em especial os assassinatos, são apenas um dos fatos que ocorrem freqüentemente na história da humanidade. Os terremotos também fazem parte da narrativa humana, bem como incêndios, acidentes e tantas outras tragédias. Independente das infinitas análises filosóficas e religiosas possíveis de serem feitas sobre estes assuntos pode-se concluir algo importante para todo ser humano. A vida, por mais bela e interessante que possa ser, chega ao fim. A medicina pode presentear as pessoas com alguns anos a mais de vida, dietas balanceadas e alimentação saudável também contribuem para isso. Entretanto, por mais que o homem se esforce, o final da via é certo para todo cidadão, independente das crenças – ou falta delas –, das filosofias de vida, sexo, cor, tendência política ou posição social.

É importante para todo ser humano fazer planos para a vida. Crianças e jovens necessitam de educação. Todas as pessoas precisam aprender uma profissão. Os adultos têm de trabalhar para o próprio sustento e de suas famílias. Isto é algo em que todos precisam gastar tempo, planejamento e esforço. É preciso estabelecer alvos e metas para alcançar objetivos pré-estabelecidos. Porém, algo pouco pensado é para onde as pessoas vão quando morrerem. “Para o cemitério”, muitos responderão em tom de brincadeira. O corpo provavelmente irá sim para aquele lugar, embora nem todos sejam enterrados. Em acidentes aéreos sob o oceano, por exemplo, os corpos de algumas vítimas nunca são encontrados.

O enterro, cremação ou desaparecimento dos corpos de pessoas falecidas é importante para a família e as pessoas do círculo social de quem falece, mas é totalmente indiferente para quem morreu. O fundamental é para onde a alma de cada pessoa vai após o corpo apodrecer e virar pó. Durante os próximos anos quem lê este texto poderá casar, talvez ter filhos e netos, quem sabe mudar de emprego ou ganhar na loteria e ficar rico. Tudo isso é muito bom, mas existem apenas hipóteses e expectativas a este respeito. A única certeza da vida é a morte. Quem lê este texto em 2010 dificilmente esteja vivo no ano de 2110. Você já pensou sobre isso? Em caso negativo, agora é uma boa hora para refletir sobre este assunto. O amanhã é apenas uma expectativa.

criado por leohorta    18:02 — Arquivado em: Reflexões & Pensamentos — Tags:,

19/2/10

Fugacidade da vida - 5

Porquanto se levantará nação contra nação, e reino contra reino, e haverá fomes, e pestes, e terremotos, em vários lugares. - Mateus 24:7

Em outubro de 2008 escrevi pequenos textos que abordavam indiretamente o tema “Fugacidade da vida”. A temática era especificamente a violência, mas que em última instância pode resultar em morte, demonstrando a efemeridade da vida. A existência humana pode ser de 120 anos, é verdade. Talvez um pouco menos, por volta dos 100 anos. Porém, quantas pessoas conseguem chegar aos 90? Estas três expectativas são alcançadas por uma pequena porcentagem da população, o que só confirma que a vida é curta.

É de fundamental importância fazer planos para a vida. As crianças precisam de educação, os jovens necessitam aprender uma profissão, os adultos têm de trabalhar. Isto é parte integrante da vida e algo em que todos precisam gastar tempo, planejamento e esforço. Entretanto, algo pouco planejado é para onde as pessoas vão quando morrerem. “Para o cemitério”, muitos vão responder em tom de brincadeira. O corpo provavelmente irá sim para aquele lugar, embora não todos sejam enterrados dignamente. Em vários acidentes aéreos sob o oceano, por exemplo, os corpos de algumas vítimas nunca são encontrados.

Entretanto, o enterro, a cremação ou desaparecimento dos corpos de pessoas falecidas é totalmente indiferente para quem morreu. Isto pode ser ou não importante somente para familiares e pessoas com maior convivência daqueles que falecem. O importante mesmo é para onde a alma de cada pessoa vai depois que o corpo apodrece e vira pó. Durante os próximos cem anos você pode casar, talvez ter filhos, quem sabe mudar de emprego ou ganhar na loteria e ficar rico. Tudo isso é muito bom, mas existem apenas hipóteses a este respeito. A única certeza é que quem lê este texto neste exato momento dificilmente esteja vivo no ano de 2110. Você já pensou sobre isso?

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